Jornal A Voz da Cidade - 10/01/2009 - Caderno Variedades (pág. 03)

Curso de Licenciatura em Artes
com Habilitações em Teatro e Visuais
Foto: Divulgação

Estudantes do curso de Artes do UGB


A VOZ DO GRANDE ATERRADO
Kika Monnteiro

Para atender à solicitação de atores e iniciantes da Região Sul Fluminense, o Centro Universitário Geraldo Di Biasi (UGB) criou o primeiro Curso de Licenciatura em Arte com Habilitações em Teatro e Visuais, no Campus Barra do Piraí. A iniciativa é determinante para o avanço profissional de atores da região e agradou à categoria, prova disso são os quatro atores profissionais de Volta Redonda que se ingressaram no curso em fevereiro do ano passado. São eles os acadêmicos do 3º período: Daniele Camargo, Leonardo Carfrei, Marcos Paullo e Rodrigo Hallvys, que já atuam há vários anos na área, inclusive com trabalhos sólidos, e estão admirados com o aprendizado adquirido no curso. O ator Marcos Paullo, universitário de teatro, diz que apesar do cansaço provocado pela viagem tem se deliciado com o conteúdo do curso. "É o primeiro e único curso superior específico da área. Um grande passo para o desenvolvimento de formação em grande nível na região".
O ator e diretor Rodrigo Hallvys, também universitário, faz coro:
"Foi de grande inteligência por parte do UGB reconhecer o que nenhuma outra instituição fez. Se somarmos todos os profissionais envolvidos com teatro na região Sul Fluminense, entendemos que já era hora de alguém montar um curso específico aqui. A entidade tomou uma iniciativa pioneira", orgulha-se. Outra artista voltarredondense que está adorando é a atriz Daniele Camargo, diretora do grupo Interarte. "É importante porque é a oportunidade de fazer um curso em que os professores sabem do que estão falando. São especializados e graduados, e explicam motivos e essência trazidos com novidades para nós", ressalta. Formando o quarteto de Volta Redonda no curso de Licenciatura em Teatro, o ator Leonardo Carfrei também se agita: "Tenho visto materiais e conteúdos que me mostram o quanto ainda vamos aprender. A gente se entusiasma ao ver o mundo que está sendo trazido para nós através da universidade. Não é mais necessário ficarmos descendo serra para o Rio. Agora podemos graduar na área aqui na região mesmo", comemora.

Serviço:
O UGB já está com as inscrições abertas para as turma de Teatro e Artes Visuais de 2009. Mais informações é só ligar para (24) 2447-4700, Campus de Barra do Piraí.


Jornal A Voz da Cidade - 10/01/2009 - Caderno Variedades (pág. 03)

V Festival de Teatro do CVR
revela novos atores

Laís Aguiar

Rodrigo Hallvys é diretor do
Grupo de Teatro Estudarte

Dezembro de 2008 marcou a história do grupo de Teatro Estudarte. Ocorreu nos dias 6 e 13, como em todo último mê sde ano, o Festival de Teatro do CVR. Nesta quinta edição, surpresas apareceram em cena. Alunos do curso de interpretação do ator e diretor
Rodrigo Hallvys (diretor geral do grupo) superaram suas limitações e alguns que já eram conhecidos mostraram garra e maturidade em cena.
Um exemplo foi Ramona Rodrigues, que ingressou no curso de Hallvys em 2005 e foi considerada o destaque do festival.
"Estou muito feliz. Recebemos a Ramona com características de timidez muito grande. Porém, ela se dedicou e seguiu à risca as direções que foram sendo dadas a ela. Se empenhou, se disciplinou e está provando para todo mundo que é um ótima atriz. Estamos recebendo altos elogios quanto ao desempenho dela", orgulha-se Rodrigo.
A atriz escreveu, junto com o namorado, PV Martins (sonoplasta do Estudarte), o psicótico espetáculo Ecos Comportamentais, e o paresentou junto com o ator Filipe Xagas. E o resultado foi impressionante, deixando o público sem reação.


Outros destaques foram a cômica Mulheres Desesperadas, sátira da novela de manoel Carlos que está sendo re-exibida pela Rede Globo, com elenco totalmente coeso, composto pelas atrizes Elisangela Alves, Madalena de Jesus, Marcella Amaral e Marciléia Maurício. A peça arrancou garagalhadas enormes de todos presentes. Ainda destaca-se o espetáculo gótico, A Reunião Secreta, com clima de suspense e diferente do que todos estavam acostumados e a reapresentação de Minha Boneca, novamente com Heloisa Nagib e Daniella Linhares, que deram um salto na interpretação nessa nova apresentação.

Os Convidados também marcaram presença e mostraram que a qualidade artística da região está incrivelmente desenvolvida. Albinno Oliveira abriu o segundo dia do festival como convidado com seu difícil texto Purgatório. E o sucesso Apenas Comentando, escrito por Rodrigo Hallvys em 2007, foi reapresentado nas peles dos atores Léo José, Flávia Peres e Silas Lopes. Todos de Barra Mansa.

Este ano está apenas começando, mas já é a prova de que um grande passo foi dado pelos artistas locais. Arte de gente que é nossa gente.

Jornal A Voz da Cidade - 15/01/2009 - Caderno Mais Voz (capa)

Curso do ator e diretor Rodrigo Hallvys
revela promessas dos palcos
Grupo Estudarte já está se aquecendo para voltar
com pique total para os trabalhos

Laís Aguiar



Aparecida Bastos
Vívian Costa


Para o grupo Estudarte, 2009 promete ainda mais sucesso, realizações e revelação de novos talentos na arte brasileira. Tanto entusiasmo não é gratuito, vem de um histórico bem sucedido de vários anos em que o grupo, aos poucos, foi se destacando no cenário da região. Um bom exemplo da atuação do Estudarte é o Festival de Teatro do CVR, que na sua quinta edição, apresentada em dezembro do ano passado, recebeu muitos elogios da mídia, do público e de especialistas da área.

O diretor geral do Estudarte, o jovem ator Rodrigo Hallvys, que já é consagrado no meio, lembra que as atrizes Marly Ribeiro, Poliana Batista e Thaís Amorim da peça A Reunião Secreta, já estão, junto com ele, escrevendo a continuação da peça. "Elas gostaram tanto do trabalho que desenvolveram no meu curso de interpretação que não perderam tempo e estão preparando um novo espetáculo", diz.

Outra peça, que faz sucesso desde 2007, é a comédia Apenas Comentando. "O espetáculo desta vez foi apresentado por Léo José, Flávia Peres e Silas Lopes que, assim como Marly Ribeiro e Poliana Batista, são de Barra Mansa. No momento, vários dos atuais integrantes estão aproveitando o mês de janeiro para já sedimentar o que pretendem fazer durante o ano", garante, acrescentando que apesar de o curso estar de férias os alunos não param de criar. "estamos teoricamente em férias. Mas as cabeças ainda estão em sintonia e ritmo. Estão colaborando com idéias para dar seguimento ao que já foi feito. Isso é importante para eles como indivíduos e para o grupo como um todo", destaca.

O grupo Estudarte vem se destacando no cenário regional e foi eletio, em uma enquete feita em 2008, como o melhor grupo de teatro de Volta Redonda, com 41,59% dos votos. Em março, a trupe completará seis anos de vida, com cinco festivais em sua história e muitos acontecimentos que foram modificando e aparando as arestas a cada ano.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Rodrigo Hallvys lembra que as inscrições para o seu curso de interpretação estão abertas, pois as aulas voltam no início de fevereiro.

"O curso é anual. São quatro módulos, mas a pessoa recebe o certificado de cada etapa que conclui, ou seja, a pessoa tem a liberdade para fazer quantos módulos quiser", conta, completando que o curso tem turmas abertas para sábado, das 13h30min às 16h30min, e quintas-feiras, no mesmo horário. "O conteúdo teórico do primeiro módulo é: história do teatro, legislação em artes cênicas e políticas culturais, mas vale lembrar que o curso é também constituído por aulas práticas. Todo fim de ano fazemos festival com vários espetáculos. Já foram cinco edições, e quem estiver no curso deste ano estará participando do VI Festival de Teatro do CVR", destaca.

O diretor ainda explica que em 2006 o curso de interpretação passou a ser o primeiro a conter matérias, provas e seminários teóricos na região Sul Fluminense. Os alunos precisam alcançar 28 pontos até o fim do ano para conseguirem aprovação para o módulo seguinte. Depois disso, Hallvys ainda fez mais alterações em sua própria metodologia. "Todo profissional vai aprendendo com o tempo. Quando você se dedica, tende a melhorar o que faz. Por isso não dá pra deixar de estudar, de pesquisar, de buscar informações", destaca Rodrigo, que para não se sentir parado no tempo foi cursar Licenciatura em Teatro no UGB de Barra do Piraí e prepara-se para encarar o 3º período da faculdade. "Se não encararmos dessa forma, não chegaremos a qualquer lugar, certo?", questiona.

BARRA MANSA ABRAÇA O ESTUDARTE

Elisangela Alves, Marly Ribeiro, Poliana Batista e Marciléia Maurício são atrizes que moram em Barra Mansa e ingressaram no curso de Hallvys, fazendo assim, parte do Estudarte.

"Aprendi que sempre devemos buscar formas de aprimorar o trabalho, sempre preparados e atentos a tudo, a ser mais humildes, saber ouvir. O Rodrigo tem uma forma muito interessante de dirigir teatro, ele nos conduz a uma superação em cada ensaio. Com ele tive a noção que, com a crítica, podemos fazer algo sempre melhor", destaca Elisangela, que já trabalha como atriz há anos e já foi dirigida por vários outros profissionais.




Grupo Estudarte, dirigido por
Rodrigo Hallvys, já está se
aquecendo para voltar com
pique total ao trabalho.




Rodrigo Hallvys ainda passou o último semestre de 2008 dando aulas para oito alunos surdos no Colégio Municipal Marcello Drable, dentro das oficinas lecionadas pela pedagoga e professora de libras Andréa Oliveira. "Percebi que depois que as aulas começaram os alunos estão mais desinibidos, comunicativos e se expressam melhor. Eles estavam com muita vontade de fazer teatro, e como o Rodrigo tem uma metodologia boa e facilidade para aprender língua de sinais, o convidei para fazer o projeto", conta Andréa.

Léo José, ator já conhecido na região, ficou encantado com a metodologia de Rodrigo Hallvys e faz elogios: "Ele dá liberdade para o ator compor a personagem. E com isso ele consegue buscar os pontos sem nos dar a personagem pronta. Faz com que o ator descubra o que ele quer que seja alcançado. É diferente, porque ele consegue buscar linhas de trabalho diferentes do que o ator já tem por natureza. Tem domínio, instrução e fundamento em tudo o que faz. Sem contar a paciência e dedicação. Adorei ser dirigido pelo Rodrigo", se entusiasma.

O grupo Estudarte e o curso estão com novas vagas e os interessados podem procurar a secretaria do Colégio Volta Redonda, no Aterrado, para fazer a matrícula. O número de vagas é limitado. Mais informações pelos telefones 3347-1060 e 9829-7121. E ainda o site www.rodrigohallvys.com.br

Jornal Diário do Vale - 20/01/2009 - Caderno Lazer & Cia (capa)

Estudarte aposta nas sequências
Cheio de gás em 2009, grupo de teatro de VR segue a tendência do
cinema nacional e prepara a continuação de duas peças de sucesso

Foto: Divulgação/Donizete

Rodrigo Hallvys: ‘Estamos vendo o grupo melhorando,
desenvolvendo, com vontade de estudar, e isso é muito bom’


Cláudio Alcântara

A gótica e malvada que atormentou suas amigas no final do ano passado não morreu. Ela voltará em “A Reunião Secreta 2 - O Retorno de Áquila”, que será encenado em Volta Redonda, no “Festival de Teatro do Grupo Estudarte”. Do suspense com clima de terror para a comédia escrachada, a trupe prepara também “Apenas Comentando Mais”, com Leo José. Como se percebe, o Estudarte segue a tendência do cinema nacional e aposta em continuações de trabalhos de sucesso. Dois mil e nove promete muito trabalho para Rodrigo Hallvys e seus pupilos na área teatral.

- O ano que está começando já chega cheio de gás e idéias na agenda do grupo. Apenas um mês após o quinto festival, estamos preparando novos trabalhos e o que pretendemos pesquisar - diz o diretor geral do Estudarte, entusiasmado com o processo de criação coletivo.

“A Reunião Secreta 2”, por exemplo, está sendo escrito por ele e as três atrizes da peça: Marly Ribeiro (a vilã), Poliana Batista e Thaís Amorim.

De início, a idéia é preparar no mínimo seis novos textos. “Mas isso pode mudar no decorrer do ano, estamos abrindo novas turmas no curso e a produção vai depender da quantidade de alunos”, explica. O ator e diretor não conseguiu diminuir totalmente o ritmo de trabalho, após a última apresentação e, juntamente com parte do elenco, está preparando os textos que serão apresentados em dezembro.

- Nossas cabeças ainda estão “pipocando”, então resolvemos aproveitar isso para já sedimentarmos parte dos trabalhos. Alguns estão se reunindo por conta própria, e outros comigo - conta.

Um dos projetos elaborados em 2008 foi o “workshop” de indumentária com Darília Oliveira (universitária de cenografia da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro), que resultou no belo espetáculo visual “A Reunião Secreta”. “A peça deu um ótimo resultado, por isso, o ‘workshop’ também terá continuidade”, adianta Hallvys. Para Darília, o “workshop” foi uma idéia que surtiu efeito:

- Durante o processo vi os alunos expandirem criatividade e interesse. Trabalhamos juntos e puderam colocar, no figurino e no cenário, o que eles viam em sua personagem. E isso de forma profissional, com embasamentos históricos e artísticos. Para o próximo, pensamos em utilizar outra temática, até mesmo pelo processo evolutivo na criação. Creio que neste ano todos se sentirão mais íntimos da cenografia e figurino. Poderão ousar mais.

Segundo Hallvys, o trabalho do grupo vem sendo reconhecido de uma forma muito positiva. “No início era tudo diferente. Não dava para imaginar que continuaríamos. Estamos vendo o grupo melhorando, desenvolvendo, com vontade de estudar. Isso é muito bom”, comemora.

Estudar para aprender

O diretor faz questão de frisar que estudar para aprender é um foco que o grupo quer ter sempre. Desde que passou a estudar a grade teórica do curso de interpretação, os horizontes de Rodrigo Hallvys parecem ter ficado mais claros. E para continuar aumentando a qualidade do trabalho, ele foi em busca da faculdade de Teatro.

- Finalmente foi aberto o curso aqui na região, então, diminui aquela dificuldade de ir ao Rio para estudar curso superior. E não dá para ficar sem estudar - argumenta Hallvys, que vai encarar o 3º período da faculdade neste semestre
.
De acordo com o ator/diretor, muita coisa foi culminando no Estudarte. “Chega um momento na vida que a gente se sente estagnado. Por mais que façamos alterações anuais para o grupo, parecia que eu não alcançava algumas coisas que queria. Então fui buscar mais. E o grupo entende essa necessidade”, comenta.

O público, conforme o Estudarte, tem reagido de forma intensa, apoiando o processo, estimulando ainda mais.

- Se você vê que a sua bagagem não está suficiente, tem que abrir a mala e reorganizar o conteúdo. Passar as roupas que ainda estão amarrotadas. E o público tem nos ajudado nisso também - diz.
Ao final de 2009, os alunos do Estudarte estarão na sexta edição do festival de teatro, que já é evento garantido em todo mês de dezembro.

Serviço

Estudarte - Como todo ano, o grupo recebe pessoas que querem estudar teatro. Os interessados podem se informar pelos telefones (24) 3347-1060 e (24) 9829-7121. Ou:
www.rodrigohallvys.com.br


Jornal Califórnia em Destaque - abril/2009 - Página 02






O Grupo de Teatro Estudarte está comemorando seus seis anos e colhendo os frutos do sucesso que tem feito com espetáculos que mostram o comportamento do ser humano e as consequencias de seus atos. Suas peças são elaboradas através do curso de interpretação livre que o ator e diretor Rodrigo Hallvys tem em parceria com o Colégio Volta Redonda desde 2004. Sucesso esse que levo o Estudarte a ser considrado 'o melhor grupo de teatro de Volta Redonda', na enquete promovida no site do jornalista Cláudio Alcantara, em 2008. Os interessados com maior de 14 anos podem entrar em contato através do site www.rodrigohallvys.com.br ou pelos telefones: 3347-1060 e 9829-7121.

Jornal Diário do Vale - 12/05/2009 - Caderno Lazer & Cia (capa)

A imprensa em destaque
Grupo Paz, Amor e Amizade homenageia os profissionais da área, hoje,
no 'Mídia em Ação'; Dicler Simões é o homenageado especial da noite

Foto: Divulgação

Abertura será com a peça 'Mulheres Desesperadas', dirigida por Rodrigo Hallvys


Cláudio Alcântara

Tarde na redação do jornal. Matérias para escrever, um olho nas notícias da Internet, outro nos televisores com informações em temo real. O rádio que não pára, os jornais e revistas espalhados pela mesa de entrevista. O telefone que toca sem parar. As páginas do caderno "Lazer & Cia." para fechar... A recepcionista avisa que Vitória Régia quer falar comigo. "Ao telefone?", pergunto. Não, aqui na recepção".

Ela abre aquele sorriso de bem-estar e nem preciso perguntar. Tem novidades. A cantora quer homenagear a imprensa, já tem um grupo de artistas envolvido no projeto, mas tudo precisa ganhar corpo, consistência. Vitória vai deixando sair suas ideias, que não são poucas, mas falta alinhavar tudo aquilo. O projeto ainda não tem nome. Sugiro: "Que tal 'Mídia em Ação'?". Ela gosta. Quer saber a história do Jornalismo na região e digo que a pessoa ideal para contar tudo já não está entre nós. Mas, se há um nome que merece a homenagem, esse nome é Dicler Simões.

Assim, num bate-papo informal entre mim e ela, o projeto foi formatado. "Mídia em Ação", uma promoção do Grupo Paz, Amor e Amizade, será realizado hoje, às 20 horas, no Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo Macedo Soares e Silva), na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. A homenagem especial é a Dicler Simões. "Temos orgulho de apresentar essa homenagem especial a toda a mídia regional, dos jornais, das emissoras de rádio e televisão, dos sites, a todos esses profissionais que nos recebem com tanto carinho e respeito", diz Vitória.

Este jornalista que assina esta matéria foi escolhido para entregar o prémio à família de Dicler Simões, e também será homenageado com uma placa especial. Não precisava. Já disse uam vez, ao receber um prêmio, que "Ao contrário do que pensam algumas pessoas, não escrevo sobre arte e cultura. Eu vivo arte e cultura". Os aplausos são todos para os artistas, porque sem eles não há mídia, não há imprensa. O Paz, Amor e Amizade já tinha o mais importante: a vontade de fazer. Aos jornalistas cabe apenas mostrar possíveis caminhos. Assim foi feito.

-O Dicler foi um dos pioneiros do Jornalismo no Sul Fluminense, nada mais justo do que homenageá-lo. E assim estamos fazendo o mesmo com todos os profissionais da mídia, prestigiando quem nos pretigia diariamente, com tanto carinho - fala Vitória.

A aberto do "Mídia em Ação" será com a peça "Mulheres Desesperadas", dirigida por Rodrigo Hallvys e com o Grupo de Teatro Estudarte. Além de apresentar o evento em homenagem à imprensa, Vitória canta uma das músicas da peça, e que faz parte de seu CD. Logo após o espetáculo teatral, será a vez das homenagens e, em seguida, os artistas sobem ao palco, entre eles, as cantoras Cleide Delgado, Beth nascimento, Christiane Thomé, Janne Lopes e Thânia Nascimento. Ainda se apresentam os cantores Wagner Thomé, Allan Prata, Marco Vieira, Jorge Íris e Nisan. Paulinho Batera fecha a trupe do show.

Homenagem especial


A idealizadora do "Mídia em Ação" precisava de alguém que representasse a imprensa regional. Ela sabia exaamente o que desejava, mas não tinha ideia de um nome que pudesse reunir o rádio, a televisão e os jornais. Foi assimq ue sugeri a ela o nome Dicler Simões. Ela aceitou na hora. "Ele atuou em todas as mídias e, além disso, foi um dos pioneiros do jornalismo regional. É o nome perfeito para representar todos os profissionais da área", argumentou, naquela tarde.

Como explica Vitória Régia, no evento de hoje à noite, a mídia será representada pela trajetória de Dicler Simões, por seu profissionalismo e história de vida. Carioca de Marechal Hermes, Dicler se mudou com a família para Volta Redonda, aos 9 anos de idade. O Jornalismo fez parte de sua vida desde 1957. Aposentou-se em 1996, mas continuou trabalhando regularmente no DIÁRIO DO VALE. Morreu em março de 2008.

Com o "Mídia em Ação", sinta-se homenageado você também.


Jornal A Voz da Cidade - 12/05/2009 - Caderno Mais Voz (página 08)

Imprensa é homenageada em cena

Franciele Aleixo

A imprensa regional é a grande homenageada da noite de hoje, através do espetáculo Mídia em Ação, encenado no Teatro Gacemss, às 20 horas. Nele, o cotidiano dos jornalistas é abordado de uma forma cômica. O evento é promovido pelo grupo Paz, Amor e Amizade. A entrada é gratuita.

A organizadora do evento, a cantora Vitória Régia, aponta que a ideia da homenagem surgiu do carinho da imprensa pela cultura e da forma com que trata os atores. "A mídia tem um grande carinho por nós da cultura, sempre com muito respeito, então nada melhor do que fazer essa homenagem", afirma Vitória.




Abrindo a noite haverá encenação do espetáculo Mulheres Desesperadas, dirigido por Rodrigo Hallvys, e apresentação dos músicos Waner Tomé, Cleide Delgado, Nilsan do Violão, Beth Nascimento, Tânia Nascimento, Márcio Vieira, Alan Prata, Jane Lopes, Paulinho Batera, Cristiane Thomé, Jorge Íris e Vitória Régia.

A cômica versão do grupo de teatro Estudarte para a novela global Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, defende a união de uma família, por mais louca que seja. Os comportamentos únicos e as formas de agir inesperadas trazem humor ao tempor do texto.

A peça foi sucesso no V Festival de Teatro do CVR, ocorrido em 2008, e segue um ritmo de análise contemporânea focando a interpretação do elenco, fazendo críticas a vários tipos de comportamento humano. Para rir e refletir o tempo todo.

Jornal A Voz da Cidade - 06/07/2009 - Caderno Variedades (página 02)

Curso de teatro tem trabalho reconhecido


Divulgação/Donizete


Vários fatos vêm comprovando o reconhecimento do diretor e do grupo.


Franciele Aleixo

Os trabalhos do ator e diretor Rodrigo Hallvys têm sido recompensados através do seu curso de interpretação do qual participam integrantes do grupo de Teatro Estudarte.

No mês de maio, o elenco formado por Elisangela Alves, Ísis Carvalho, Marcella Amaral e Marciléia Maurício reapresentou o sucesso Mulheres Desesperadas, na abertura do evento Mídia em Ação, em homenagem à imprensa, ocorrido no Teatro Gacemss, Volta Redonda. Algumas semanas depois, Leonardo Bicalho, Marly Ribeiro, Poliana Batista e Thaís Amorim se apresentaram com Contando com a Sorte, no Colégio Barão de Aiuruoca, em Barra Mansa; fatos que comprovam todo o reconhecimento que o diretor e o grupo vêm recebendo por seus trabalhos.

Ainda em maio, Rodrigo Hallvys trouxe o ator Éric Müller, que interpretou o personagem Farofa do seriado Malhação, para dar um workshop diferencial em Motivos Cênicos do Gesto, fato que, segundo o grupo, fez bastante diferença em alguns trabalhos.

"Foi muito importante para eles saberem outros pontos de vista quanto o gestual. O Éric é paulista, tem uma veia de interpretação bastante própria e diferente do que estamos acostumados. A bagagem dele é muito consistente nisso, então o convidei para o workshop e ele veio", explicou Rodrigo.

Ele defende a necessidade da pesquisa e tem trazido muitas informações e novidades de seus estudos. O diretor está se preparando para o 4º período de Licenciatura em Teatro do UGB e confirma o apoio que dá para as pessoas estudarem. "Pesquisar é estudar, absorver conhecimento e desenvolver raciocínio. Todo ser humano necessita disso para não se transformar em uma mera máquina de produção do sistema capitalista que vivemos. Precisamos ser pensantes, e o Estudarte tem aprendido isso de uma forma muito eficiente", ressaltou.

A agenda do Estudarte vai se ampliando tanto quanto a do diretor. Além da faculdade e da trupe, Rodrigo ainda está envolvido com o projeto Casa de cultura, uma parceria entre a Secretaria de Ação Comunitária e a de Cultura de Volta Redonda. "É um projeto que visa oportunizar conhecimento em cultura e arte para pessoas dos bairros de Volta Redonda. São vários envolvidos, vários instrutores de Teatro, Dança Contemporânea, dança de salão, desenho, violão e cerâmica. Todos abraçando uma causa e propondo um trabalho que possa abrir portas de contato de diferentes pessoas ao mundo cultural, salientou.

Já o Estudarte vem se preparando com novidades que serão apresentadas no VI Festival de Teatro do Colégio Volta Redonda, evento que ocorre todo mês de dezembro no auditório do Colégio, desde 2004. A cada ano o evento apresenta o trabalho do grupo durante o decorrer do tempo e vem alcançando elogios por seu empenho em tentar superar a si mesmo. "Nosso trabalho está diferente. Meu ponto de vista quanto teatro foi mudando e com isso fui trazendo coisas melhores para o grupo poder pesquisar. Agora, eles vão pesquisando junto comigo e vão estudando as probabilidades de funcionamento, dando opiniões e experimentando as cenas para ver o que é viável e cênico de verdade", citou Rodrigo.

Como de costume, o curso de interpretação de Rodrigo Hallvys abre algumas vagas para a grade pré-modular no meio do ano. É uma grade apenas de práticas teatrais. Os interessados também estarão participando do festival que ocorrerá em dezembro e devem ligar para (24) 3347-1060 ou (24) 9829-7121 e se informar.

Mais informações pelo site www.rodrigohallvys.com.br. Para participar do curso é necessário que o interessado tenha mais de 14 anos.

Jornal Diário do Vale - 14/07/2009 - Caderno Lazer & Cia (capa)

Dois Mundos
Ator e diretor se divide entre oficinas de teatro na Casa de Cultura de Volta Redonda e
curso em escola particular; em comum, a visão social


Divulgação/Laís Aguiar

Rodrigo Hallvys: 'Os alunos tornam-se mais críticos, têm acesso a uma maneira
diferente de ver a cultura'


Cláudio Alcântara

Conciliar todos os compromissos e agendas tem sido o grande desafio para Rodrigo Hallvys. Motivo: o trabalho que o ator e diretor vem desenvolvendo no projeto Casa de Cultura, em Volta Redonda, além daquele que o tornou ainda mais conhecido na cidade, o Grupo de Teatro Estudarte. Hallvys é um dos instrutores de teatro nas oficinas de arte ministradas nos Cras (Centros de Referência da Ação Social). Ele trabalha no Retiro e na Vila Mury, com cerca de 40 alunos, na faixa etária de 9 a 30 anos. O resultado, segundo o professor, é muito gratificante. Mas como manter as duas atividades? E o que existe em comum entre elas?

- Cada integrante do Estudarte tem sua agenda fora do grupo, os ensaios precisam ser conciliados com as aulas práticas e teóricas do curso de interpretação que mantenho em parceria com um colégio particular, fazendo com que o elenco programe-se para ensaiar em horários diversificados e atender todas as agendas dos integrantes. Fazemos tudo de forma organizada. Isso é bom para todos nós - diz.

O projeto Casa de Cultura, de acordo com Hallvys, é uma parceria entre as secretarias municipais de Ação Comunitária e de Cultura. "A ideia foi da professora Joanice Vigorito e foi adotada pela prefeitura. Consiste em práticas teatrais, como jogos que desenvolvem o raciocínio, a criatividade, o corpo", explica. O ator e diretor ressalta que o trabalho na Casa de Cultura não tem por finalidade formar artistas:

- Os alunos tornam-se mais críticos, têm acesso a uma maneira diferente de ver a cultura. E isso é um ponto em comum com o trabalho no colégio particular, desenvolvemos vários assuntos e, consequentemente, temos pessoas mais pensantes.

Hallvys iniciou seu trabalho de instrutor de teatro da Casa de Cultura, em abril deste ano. Ele conta que não conhecia a realidade que encontraria nos Cras. "Não criamos expectativas, mas a interatividade e o relacionamento entre os participantes têm sido ótimos. Os alunos passaram a ler mais, a escrever melhor e a desenvolver o gosto pela pesquisa", entusiasma-se o ator/diretor.

Somando experiências

Tudo isso só veio a somar ao trabalho no Grupo de Teatro Estudarte. Enquanto preparam o "VI Festival de Teatro", eles aproveitam e ampliam seus horizontes fazendo alterações e aprofundando algumas ideias. Desde 2007, o grupo vem se dedicando a textos mais centrados em seriedade e experimentando personagens psicóticas, mesmo ainda com alguma parte do elenco se dedicando à comédia.

- Ficamos mais ecléticos. Não é um grupo de comediantes, mas sim de pessoas que estudam arte cênica, isso engloba muitas coisas distintas - explica Hallvys, que tem se dedicado cada vez mais à faculdade de Teatro, em Barra do Piraí (prepara-se para encarar o 4º período).

O Estudarte se apresentou em maio com a peça "Mulheres Desesperadas", que fez sucesso no festival de 2008, abrindo o evento "Mídia em Ação", no Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva), homenageando a imprensa. Em cena, as atrizes Elisangela Alves, Ísis Carvalho, Marcella Amaral e Marciléia Maurício.

Logo depois, outra parte do Estudarte, formada por Leonardo Bicalho, Marly Ribeiro, Poliana Batista e Thaís Amorim, apresentou-se no Colégio Barão de Aiuruoca, em Barra Mansa, com o esquete "Contando Com a Sorte", experimentando um texto diferente de "A Reunião Secreta", o qual o elenco também vem se dedicando.




Entre uma apresentação e outra, o Estudarte fez um "workshop" com Eric Müller (o Farofa, de "Malhação") para aperfeiçoar os sentimentos que desencadeiam os gestos em cena.

- O grupo gostou muito. Convidei o Eric porque ele defende muito bem os motivos cênicos do gesto. E era uma forma e ponto de vista diferentes para o grupo aprender. Caso contrário, eles ficarão somente com a minha visão ou a visão regional do trabalho. É bom escutar opiniões de realidades distantes da nossa - fala, acrescentando que Müller está atualmente em São Paulo, sua cidade natal.

Para quem gosta de teatro e tem 14 anos, o curso no colégio particular oferece novas vagas para o intensivo de práticas teatrais. Os participantes também integrarão os elencos do "VI Festival de Teatro", em dezembro.


Website CLÁUDIO ALCÂNTARA - 29/08/2009 - Teatro

Enquete quebra recorde: 60 mil votos
Rodrigo Hallvys vence disputa e é eleito pelos internautas
o 'Melhor Diretor de Teatro da Região'; (...)

Foto: Dilvugação / Laís Aguiar


Recorde quebrado!!!! A enquete aqui no site registrou, em apenas quatro semanas, 60.054 votos, mostrando a força do poder de mobilização. Não há nenhum blog ou site da região (incluindo o DIÁRIO DO VALE) que tenha conseguido um número tão alto de participação igual a esse. Obrigado a todos que votaram e obrigado, principalmente, aos artistas indicados para a disputa.

A votação terminou às 12h37min do sábado, dia 29 de agosto. Nesse período, a enquete foi exposta 64.847 vezes.

O jovem Rodrigo Hallvys, de Volta Redonda, foi eleito pelos internautas o "Melhor Diretor de Teatro da Região", fechando com 51,45% dos votos. Rodrigo liderou na primeira semana, conseguindo 48% dos cliques; caiu para a segunda colocação, na segunda semana (28,18%); retomou a liderança, na terceira (51,39%) e terminou vencedor.

Vice-liderança e duas boas surpresas

Paulo Rangel, de Barra Mansa, conseguiu liderar na segunda semana de votação, alcançando 52,01% dos votos, e fechou a enquete com 26,46% dos cliques, ficando com a vice-liderança.

A enquete revelou duas boa surpresas. O alternativo Carlos Eduardo Giglio registrou o ótimo percentual de 16,08% na preferência dos internautas, terminando em terceiro lugar.

E o veterano Bernardo Maurício (a indicação foi uma forma que encontrei de fazer uma homenagem e reconhecer seu trabalho e trajetória na região, já que ele não tem o mesmo diálogo que os outros concorrentes com a Internet e não tinha chances de vencer). Mesmo assim, conseguiu 4,34% dos votos, o que é um ótimo índice, nas circunstâncias em que concorreu.

(...)


Jornal Diário do Vale - 03/10/2009 - Caderno Lazer & Cia (pág. 04)

Discutindo a relação no Sesc Barra Mansa
Grupo Caixa, depois de dois anos, retorno ao cenário teatral com
o espetáculo 'Comédia de Casal',
dirigido por Rodrigo Hallvys


Divulgação

Sucesso: 'Humor de Quinta', música, mímica e show de improviso
projetaram o grupo no Estado do Rio de Janeiro em 2005


É hora de discutir a relação. Pelo menos, para o Grupo Caixa. Depois de dois anos, a trupo estreia no dia 10, às 20h30min, no Sesc (Serviço Social do Comércio), em Barra Mansa, o espetáculo "Comédia de Casal". O texto "Claudia Está Lá Fora", de Bernardo Jablonski, sofreu adaptações e incursões escritas por Danilo Calegari, Léo José e Raquel Krauss. Para a direção, foi convidado
Rodrigo Hallvys, já que Ronal Daniel, diretor e fundador do grupo, está participando de cursos na Alemanha.

-O humor e a música sempre foram os pfontos fortes do Grupo Caixa. O entrosamente é visível nos encontros e é uma das marcas da companhia formada por atores de Barra Mansa e Volta Redonda - diz Hallvys.

A ideia de montar o texto surgiu há quatro anos, mas por conta de outros projetos foi deixada de lado. Ao ler a obra, no final de 2008, o grupo percebeu que era o momento de apostar em algo diferente, mas que tivesse o estilo da companhia. Em reuniões, foi definida a linha desenvolvida por Danilo Calegari, Léo José e Raquel Krauss.

Na trama, Edith e Arlindo percebem no meio da noite que a filha, Claudinha, namora na sala. Do quarto eles fantasiam sobre o que acontece lá fora e utilizam o romance da menina como pretexto para discutir e repensar a própria relação.

Enquanto isso, Claudinha e o namorado Fred, de aparentemente 18 anos, projetam o relacionamento na sala e descobrem a infância e a juventude. Na cozinha, Maria Clara - mãe de Fred - e Sandra não percebem como Fred cresceu e não sabem, em conflito com a religião, como contar a ele que é adotado. Todos discutem a relação e a forma de amar. "É Uma história muito bem amarrada, dinâmica, que fala sobre relacionamento de forma divertida", frisa Léo José.

As atuações de Raquel Krauss, Danilo Calegari, Bianca Araújo, Edilamar Pereira, Pâmela Luciano foram amarradas com a direção de Rodrigo Hallvys. "O grupo é bem entrosado e já tem o tempo do humor. Foi super divertido dirigir este espetáculo", fala.

Cotidiano, o forte do grupo

O cotidiano sempre foi o forte do Grupo Caixa. Em 2005, após intervenções no projeto cultural em um centro universitário, criou o espetáculo 'Humor de Quinta'. Música, mímica e show de improviso projetaram o grupo no Estado do Rio de Janeiro. Por conta da atuação, o ator Demétrio Santos conquistou o prêmio de melhor aotr e Ronaldo Danniel, de melhor direção. Em 2007 o grupo lançou o "Comédia do absurdo".

Agora, o "Comédia de Casal" promete arrancar risos e fazer reflexão sobre as formas de amar.


Jornal A Voz da Cidade - 06/10/2009 - Caderno Mais Voz (página 08)

As diversas formas de relação amorosa
discutidas de uma forma cômica

Franciele Aleixo

Humor, música e discussão de relação. O grupo Caixa, formado por atores de Barra Mansa e Volta Redonda, depois de dois anos de espera e muitos pedidos por parte do públcio, estreia sábado, no Sesc, com o espetáculo Comédia de Casal. O espetáculo será apresentado às 20h30min e os ingressos custam R$5, comerciários; R$10 meia ou com panfleto; R$20 inteira.

A montagem reúne texto de Claudinha Está la Fora, de Bernardo Jablonski, e sofreu adaptações e incursões escritas por Danilo Calegari, Léo José e Raquel Krauss. Para esta volta foi convidado o diretor Rodrigo Hallvys, já que Ronaldo Danniel, diretor e fundador do grupo, está participando de cursos na Alemanha. O ponto alto do grupo está no entrosamento, que é visível nos encontros e ensaios.

Há quatro anos a trupe começou com o projeto de montar o texto de Claudinha está lá Fora, mas pelo corriqueiro cotidiano a ideia só pôde ser amadurecida agora. Ao ler a obra, no final de 2008, o grupo percebeu que era o momento de montar algo diferente, mas que tivesse o estilo da companhia. A atuação de Raquel Krauss, Danilo Calegari, Bianca Araújo, Léo José, Edilamar Pereira e Pâmela Luciano foram amarradas com a direção de Rodrigo Hallvys. "O grupo é bem engajado e já tem o tempo do humor. Foi superdivertido dirgir esse espetáculo, fiquei surpreso. A primeira leitura foi tão boa que cheguei a rir. Não costumo rir de dar gargalhada em primeira leitura, mas eles pegaram com tanto gás que não consegui me segurar. Eles fazem o melhor contexto das personagens, as cenas são hilárias e surpreendem a cada instante", revelou Rodrigo.

Ele ainda conta que a peça gira em torno de três núcleos. "São núcleos intercalados em situações que acontecem dentro da mesma casa, focados em certos momentos. Nosso trabalho está se desenvolvendo legal e o elenco tem uma postura e um empenho muito gratificante", destacou Hallvys.

Humor saudável, Coméida de Casal questiona o comportamento das pessoas. "Faz entender que se não abrirmos os olhos, viramos vítima de qualquer sistema. Não é um texto sem fundamento. Ele questiona, ele faz refletir", aponta o diretor.


TRAMA

Na trama, Edith e Arlindo percebem no meio da noite que a filha Claudinha, namora na sala. Do quarto eles fantasiam sobre o que acontece lá fora e utilizam o romance da menina como pretexto para discutirem e repensarem a própria relação. Enquanto isto, Claudinha e o namorado Fred, projetam o relacionamento na sala e descobrem a infância e a juventude.

Na Cozinha, Maira Clara e Sandra, as mães de Fred, não percebem como Fred cresceu e não sabem, como cntar a ele que é adotado. Todos discutem a relação e a forma de amar. "É uma história muito bem amarrada, dinâmica que fala sobre relacionamento de forma divertida", dis Léo José.


Website Cultuarte - 17/10/2009 - Entrevista


Rodrigo Hallvys Em Sua Melhor Fase


Todos sabem que ser ator não é fácil, seguir esta carreira a qual existem altos e baixos não é pra qualquer um. Talento e esforço tornaram Rodrigo Hallvys, um dos artistas mais conhecidos do Sul Fluminense…e se você pensa que ele parou por aí, está enganado! Ele segue uma carreira promissora nos cinemas. Com 28 anos, dedicado aos estudos e à carreira, Rodrigo vem recebendo reconhecimento por seu empenho e postura profissional e procura sempre agradecer a todos. Sua agenda é minuciosamente dividida entre o Grupo Estudarte, o projeto Casa de Cultura, o Curso Superior de Teatro (no qual é acadêmico do 4º período) no UGB, além de dirigir o grupo Do Apê, em Barra Mansa. Confiram a entrevista concedida ao Cultuarte!

Laís Aguiar

Por: Kennya Inocencio

Cultuarte – Você já trabalha com Teatro há alguns anos. Tem visto mudanças no panorama regional?
Rodrigo -
Poucas mudanças, poucas melhorias. Quando analiso isso, procuro me desvincular para não achar que só pelo fato de ter melhorado para mim, tenha melhorado para os outros. Ainda vejo amigos meus, que são muito competentes, sem espaço para trabalho.

Cultuarte - Saberia diagnosticar as causas?
Rodrigo -
É um aglomerado de causas. Precisamos pensar e distinguir teatro como mercado de teatro como educação e também de teatro governamental. O primeiro é o mais sofrido, em várias partes do país sim, mas funciona muito bem nas capitais que eu conheço. Como educação tem sido o recurso utilizado por artistas, mas muitas vezes o artista corre o risco de deixar de fazer uma boa obra de arte como pesquisa para fazermos apenas o que agradaria a alguns lugares, perdendo conteúdo. Já o governamental sofre por falta de aparagem em arestas.

Cultuarte - São questões políticas?
Rodrigo -
Em várias formas do que se diz a palavra “política”. Li uma entrevista com José Álvaro Moisés (cientista político, que foi um dos fundadores do PT e membro do governo FHC) onde ele diz que nenhum partido brasileiro tem visão moderna de cultura. Não tem nem como discutir, vemos que é exatamente assim na prática funcional.

Cultuarte - A população consome mais cultura?
Rodrigo -
De alguma forma sim. O problema é quando cultura e entretenimento barato são confundidos um com o outro. Para analisar algo você precisa se basear em algo também. Daí já vemos por tantas pessoas envolvidas com mecanismos culturais não entenderem o que significa cultura. E a qualidade vai por água abaixo.

Cultuarte - Então é uma coisa quase generalizada?
Rodrigo -
Todos são consequência e influencia. Precisamos entender quem somos, mas também onde estamos. Em muitas coisas somos conectados a ciclos maiores do que nossa individualidade.

Cultuarte - Isso atinge seu trabalho?
Rodrigo -
Atinge sim, mas de alguma forma também modifiquei meu trabalho. Meu ponto de vista crítico tem modificado com a faculdade. Hoje entendo o porquê de algumas coisas, deixando de fazer ou ver só intuitivamente. Isso reflete nas propostas, nas pesquisas e experimentações dos meus trabalhos, por mais simples que possam ser.

Cultuarte - Você acaba sendo eclético em suas propostas, então?
Rodrigo -
Se eu não experimentar várias formas de teatro vou deixar de pesquisar e vou me tornar um idiota em dizer que só uma vanguarda estaria certa. Posso dizer que existem as que mais me agradam, mas não tenho direito de falar que algumas estão erradas.

Cultuarte - Faculdade, teatro, cinema, chocolate. Como você dá conta da agenda?
Rodrigo -
Escrevendo na agenda mesmo (risos). Eu deixo tudo anotado e procuro ser fiel aos horários que tenho que cumprir ao máximo. Lógico que, quando são coisas em cidades diferentes fica mais difícil. Mas daí eu já tento deixar todos os envolvidos sempre informados, para que eu possa me manter organizado sem prejudicar o trabalho dos outros. Vejo tudo que posso com antecedência.

Cultuarte - Fale sobre o filme ‘Entre Santos’…
Rodrigo -
É um conto que eu gosto muito. Machado de Assis escrevia muito bem, tinha inteligência em seus textos. Não eram coisas gratuitas ou sem sentidos. Peguei o papel de São José e ainda fiz o off do demônio. É uma comédia inteligente, leve e que faz bem, mostrando o que o ser humano faz perante as crenças.

Cultuarte - Qual diferença do cinema brasileiro para o dos Estados Unidos?
Rodrigo -
Não sou especialista, mas vejo um ponto chave: os produtos artísticos estadunidenses vendem porque foram feitos com visão de mercado para o mundo inteiro. Se o filme brasileiro só fala da realidade que interesse ao Brasil, terá dificuldade de conseguir uma premiação como o Oscar. A arte pode ter engajamento político ou educacional sim, mas é preciso ver como isso vai funcionar no produto final. Não pode ser regra absoluta. Vê se os EUA e os outros países estão preocupados com nossos problemas sociais. Claro que não. Então a tendência deles pouco se lixarem para os nossos filmes com conteúdos políticos são bem maiores. Se quisermos reconhecimentos temos que mostrar que somos bons, precisamos de visão de mercado para aumentar o mercado de trabalho.

Cultuarte - De onde vem o problema então?
Rodrigo -
De vários pontos. Um exemplo: no momento que os grandes empresários perceberem que patrocinar teatro não é ajudar, mas sim fazer do teatro um produto de venda, o investimento vai aumentar para a arte, as empresas lucrarão e o povo terá muita coisa de qualidade para assistir. Ate porque os empresários cobrarão qualidade em seus produtos, e o público ficará mais exigente, mais crítico. O teatro dos EUA foi feito com visão de mercado desde sempre, isso gera mercado para eles. Gera sobrevivência, gera emprego. Se as coisas fossem tão funcionais no Brasil, não precisavam ter feito a lei Rouanet ou de incentivo à cultura. Sem contar em monopólios artísticos e de audiovisual e nas brigas de egos.

Cultuarte - Mas você acredita em mudanças?
Rodrigo -
Temos que acreditar. Se não a gente desiste (risos). Enquanto isso eu trabalho e estudo muito. Para, caso precisarem da minha ajuda, eu possa contribuir para ajudar nas mudanças.

Cultuarte - Um conselho…
Rodrigo -
Estudar na forma de absorver conhecimento. É a única coisa que você pode até repartir com os outros sem ficar em prejuízo. Quanto mais você souber, melhor para você. Até mesmo porque conhecimento não ocupa espaço, e se você não fizer por si mesmo, ninguém vai fazer.


Jornal A Voz da Cidade - 20/10/2009 - Caderno Mais Voz (capa)

Novos Rumos na carreira de
Rodrigo Hallvys

Laís Aguiar


O SABOR DA SÉTIMA ARTE

Franciele Aleixo

Rodrigo Hallvys, ator e diretor de teatro conhecido na região, começa a tomar novos rumos em sua carreira artística. Conhecido na TV e nos palcos, Rodrigo caminha para novos projetos: recentemente gravou o curta metragem Entre Santos, do conto de Machado de Assis. A obra é parte de uma coletânea de cinco filmes sobre o famoso autor brasileiro. Com exclusividade, Hallvys conta ao A VOZ DA CIDADE um pouco dos bastidores e de como foram as gravações.

Com direção de Helena Lustosa, da produtora carioca Bossa Produções, o filme será lançado em janeiro de 2010 e exibido no Canal Brasil. Na narrativa é contado um fato vivido por um capelão sobre uma noite que acordou escutando vozes dentro da igreja. quando ele foi ver o que era, cinco santos desceram de seus nichos para falar dos pedidos que os humanos fizeram naquele dia. É uma comédia inteligente, leve e que faz bem, mostrando o que o ser humano faz perante as crenças.

Rodrigo é o único ator de Volta Redonda a participar, os outros intérpretes são de Barra do Piraí e as gravações aconteceram em Ipiabas em agosto deste ano. "Foi bom ver o talento de cidades próximas. O restante do elenco é de muita qualidade. Isso é muito importante para a região. A iniciativa de Barra do Piraí em construir um pólo de audiovisual faz com que a cidade dê um passo a diante em realação às outras", informou.

No filme, Hallvys vive São José, o pai do menino Jesus, Um personagem sereno e de bom coração, como o próprio ator define. "Uma mulher que vive na luxúria vai até ele pedir para que a afaste desse pecado. Na igreja, ela pede por sua interseção. É hilário o jeito que ela se comporta", disse Rodrigo, falando um pouco sobre a história. São José consegue livrá-la da luxúria? "Que tal deixar todo mundo curioso?", esquiva-se, aos risos.

Em seu primeiro filme, Rodrigo está feliz por dois grandes motivos: primeiro por ser Machado de Assis, e segundo, a atuação ao lado do filho de consideração, Alvaro Machado. "Machado de Assis é um começo muito bom. Eu costumo fazer qualquer trabalho com responsabilidade. Fui educado assim. Porém, fazer Machado de Assis é responsabilidade no fato de não estragar uma obra de alguém consagrado", destacou o diretor.

Sobre o filho, ele conta que não o influencia na escolha da carreira, e esta foi a primeira vez que os dois atuam juntos. "Ele gosta de atuar. Porém, temos pontos de vista um pouco diferentes quanto à área. Ele se apoia em mim, pede conselhos. Eu não fico influenciando. Ficarei orgulhoso em ver que ele se saiu bem na carreira, mas a decisão é dele", diz, citando o desempenho não só do filho, quanto de toda a equipe.

Rodrigo chegou até o curta metragem através de um telefonema de Sonia Dias, produtora do Filme. "Ela me telefonou dizendo que queria conversar comigo a respeito de um filme do Machado. Só que na hora que eu cheguei, foi dado o texto na minha mão para eu fazer uma leitura. No dia seguinte me ligaram falando que eu havia sido aprovado", lembrou, falando que logo em seguida já foi para as gravações. "Chegando lá, li também o off do cômico Demônio. A Helena Lustosa (diretora) gostou e acabei gravando a voz dele também", acrescentou. Já Alvaro, que vive São Miguel, foi o primeiro a ser escolhido, quando já havia feito um teste para um outro conto de Machado de Assis.

Acostumado com o ritmo dos palcos e das câmeras de TV, Rodrigo cita que a velocidade das gravações do curta são um pouco mais intensas do que ele está habituado. "O teatro te exige gestos e olhares mais avantajados, uma impostação de voz maior, no vídeo existem aparatos que te seguram em muita coisa. O mais difícil para mim durante as gravações foi o frio. As minhas tomadas eram todas noturnas. O figurino não ajudava a me esquentar, mas valeu à pena", relembrou, falando sobre algumas cenas que foram gravadas até às 4h30min, dentro de uma igreja.

Diretor do grupos de teatro Estudarte e Do Apê, e estudante do 4º período do curso de Teatro do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), Hallvys diz que a oportunidade de atuar no filme veio como uma luva. "Minha intenção é fazer pós-graduação em Roteiro para Cinema, então já peguei com gosto e foi uma oportunidade de trabalho. Sem contar que eu sou grande consumidor de cinema também", frisou.




CURRÍCULO

Alguns trabalhos que se destacam no currículo de Rodrigo Hallvys

Teatro - atuação
O Meu Pedido
Os Pontinhos de Juscelino
Zé e Tião - Dois Caipiras em Confusão
E o Céu Uniu dois Corações
O Elemento

Teatro - direção
As Mariazinhas
Mudança de Hálito
Apenas comentando
Mulheres Desesperadas
A Reunião Secreta
Minha Boneca
Ecos Comportamentais
Comédia de Casal

Televisão
A Grande Família - participação como Beiçolinha

Cinema
Entre Santos (dirigido por Helena Lustosa)

Site
www.rodrigohallvys.com.br


Jornal Volta Cultural- Novembro/2009 - Variedades (pág. 05)

Rodrigo Hallvys, depois de mais de
uma década no teatro, chega ao cinema

Foto: Divulgação

Rodrigo em cena no papel de São José

Vania Lee

Mais um título na lista de realizações: o ator de teatro e TV, diretor, escritor, dramaturgo, acadêmico e professor de Teatro agora está também trilhando os caminhos da sétima arte.

Rodrigo Hallvys foi convidado para integrar o elenco do curta-metragem "Entre Santos", baseado no conto homônimo de Machado de Assis, dirigido por Helena Lustosa, e produzido por Sônia Dias.

O filme foi gravado em Ipiabas - Barra do Piraí durante uma semana e conta a história de um capelão que numa noite acorda ouvidno sons dentro da igreja e vê que os santos tinham descido de seus nichos para falar dos pedidos que os humanos tinham feito no dia. Ele faz o papel de São José.

Por acaso - como tem sido quase todos os degraus da carreira desse artista pisciano d emil faces - ao cobrir a falta de um ator que fazia a voz em off do cômico Demônio, acabou assumindo os dois personagens, a convite da direção.

Ele contou que achava que o cinema viesse pouco mais tarde, quando terminasse a pós-graduação, que já está nos planos para depois da faculdade de Teatro e será em Roteiro para Cinema.

"Eu sei que mais cedo ou mais tarde esse momento chegaria, mas agora, sem fazer planos, eu só que meu trabalho e tudo que fiz até aqui sejaj positivo dentro dessa nova oportunidade", esclarece Rodrigo.

Sobre o momento que vive o cinema brasileiro, ele diz que o Brasil só não faz mais sucesso lá fora porque filma assuntos pouco universais e só agora isso começa a dar ares de mudança.

Bom, ele chegou para fazer parte da nova safra e se depender da sua determinação, vai levar a telonfa brasileira onde tiver público admirador de cinema. O Santoro que se cuide porque o Hallvys vem aí.


Jornal Espalha Fato - 25/11/2009 - Multimídia

Vem aí Rodrigo Hallvys, fique de olho

Foto: Divulgação


Luciana Rodrigues

Rodrigo Hallvys começou a experimentar a vida artística com apenas nove anos, onde fez sua estréia para o teatro através de um convite que veio por acaso para atuar em um esquete. O talento, a presença e o gosto por arte o fizeram seguir a dedicação às artes cênicas depois de conquistar elogios.

Comunicativo e curioso em aprender mais, foi se destacando no cenário cultural de sua cidade natal, Volta Redonda. Aos 17 anos veio o convite para dirigir um grupo de teatro e, aos 20, conquistou um título de Melhor Ator em um concurso no Rio de Janeiro e logo após profissionalizou-se. Neste mesmo período, experimentou o gosto musical, cantando em coral e sendo, também, um dos vocalistas do quarteto ‘Cristais’. Em seguida, começou a prestar serviços à televisão (Globo) e montou seu próprio curso de interpretação.


No início de 2004, tornou-se diretor profissional e alavancou a história do grupo de teatro Estudarte. Começou a lecionar aulas teóricas em artes cênicas, tornando seu curso o primeiro com esse conteúdo na Região Sul Fluminense. Conquistou mais dois prêmios (Melhor Grupo de Teatro e Melhor Diretor).


Em 2009, participou do filme ‘Entre Santos’ do conto homônimo de Machado do Assis e, por acaso, acabou também conhecendo o produtor cultural e músical Edu Reis, conversando sobre música, pediu para escutar Rodrigo cantando. Veio, então, o convite para gravar ‘Because is Sexy’.A música está sendo produzida também pelo dj e produtor musical Toninho Pride, um dos mais conceituados deejay's do Norte e Nordeste, que remixou e produziu duas versões da cantora e atriz Gottsha. A música está sendo produzida no estilo House Tribal e suas vertentes serão lançadas em breve.E o restante todo mundo já sabe... as coisas acontecem para quem procura trabalhar com gosto pelo que faz. E, por acaso, estamos falando de Rodrigo Hallvys.


Website Cultuarte - 27/11/2009 - Teatro

VI Festival de Teatro do Colégio VR


Por: Kennya Inocencio

O Colégio Volta Redonda, localizado no Aterrado, realiza seu VI Festival de Teatro. O evento aberto ao público é tradição na instituição e neste ano terá a seguinte programação:



12/12/2009.
.Pobre, Pobre Palhaço...
(Convidado - Grupo Expressar-T).
.As Meninas da Rua do Medo
.Sessão Feminina
.Dez Coisas que os Homens Odeiam nas Mulheres
.Angelus
(Convidado - Albinno Oliveira)


13/12/2009
.Magical Dream
(Convidado - Grupo Phoenix)
.Ecos Comportamentais
.A Reunião Secreta 2 – O Retorno de Áquila
.Mulheres Desesperadas
.Apenas Comentando Mais
(Convidado - Grupo do Apê)

Acompanhe pelo site as apresentações teatrais e os bastidores. Dia 12 e 13, não percam!


Jornal Diário do Vale - 06/12/2009 - Caderno Lazer & Cia (capa)

Comicidade e tensão cênica
Grupo Estudarte apresenta sexta edição do 'Festival de Teatro
do Colégio Volta Redonda'; serão dez espetáculos em dois dias de evento


Divulgação



Cláudio Alcântara

Dois dias de evento, dez espetáculos, quatro peças convidadas. Comicidade e tensão cênica são os ingredientes da receita preparada por Rodrigo Hallvys para o "VI Festival de Teatro do Colégio Volta Redonda". O objetivo, segundo o diretor geral do Grupo Estudarte, é provocar a reflexão com a variedade de pratos. O banquete será servido nos dias 12 e 13, às 19 horas, como sempre, com entrada franca.

O corpo de jurados, que inclui este jornalista, Albinno Oliveira, Franciele Aleixo, Giovana Damaceno, Tânia Cruz e Tiago Rezeck, ficará responsável pelas notas que aprovarão ou não os estudantes. "Tivemos que alterar a agenda, por conta do novo calendário do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)", conta Hallvys.

Dois mil e nove foi um ano agitado para todos do Estudarte. Parte dos integrantes do grupo fez trabalhos extras, fora do ambiente que costumam se apresentar. Enquanto isso, Hallvys se dividiu entre os compromissos na faculdade de teatro, tarefas no projeto "Casa de Cultura", ensaios e preparativos do Estudarte e do Grupo do Apê, em Barra Mansa. Ainda arrumou tempo para auxiliar na direção do Grupo Caixa e participou do filme "Entre Santos" (conto de Machado de Assis), que será lançado em 2010, marcando sua estreia no cinema.

"Se alguém me perguntar como dei conta de tudo confesso que até eu mesmo não sei explicar direito", diz.

O primeiro dia do festival será aberto com o espetáculo convidado "Pobre, Pobre Palhaço", do Expressar-T, com direção de Tiago Rezeck. A peça recebeu indicações em mostras de teatro, provando a qualidade de sua proposta. Em seguida, a tensão entra em cena com "As Meninas da Rua do Medo". "A peça discute a falta de segurança e a passividade da população quanto à violência", observa Hallvys.

Logo após, a cômica "Sessão Feminina" defende a postura das mulheres no relacionamento, fazendo reclamações sobre as atitudes dos homens. Para equilibrar a noite, os rapazes também se defendem em "Dez Coisas Que os Homens Odeiam nas Mulheres", mostrando o ponto de vista deles na guerra entre os sexos.

Para encerrar o primeiro dia, Albinno Oliveira foi convidado, com seu texto "Ângelus", segunda parte da trilogia que começou com "Purgatório", no festival passado.

"Nossa ideia de manter os convidados é importante. Em 2009 muitos grupos tiveram dificuldades de se apresentar. O patrocínio de muitos, inclusive o nosso, foi afetado diretamente pela crise mundial. É uma forma de mantermos uma parte do circuito funcionando. Quem sabe ainda conseguiremos fazer um festival de uma ou duas semanas inteiras, trazendo mais grupos? O Expressar-T e o Albinno já estão conosco há dois anos. Abraçaram nossa causa. São grupos companheiros do Estudarte e nos orgulhamos em tê-los ao nosso lado", diz Hallvys.

Reapresentações e continuações

O segundo dia do "VI Festival de Teatro do Colégio Volta Redonda" terá reapresentações e continuações. Começa com o Grupo Phoenix, de Valença, apresentando "Magical Dream - Posso Realizar Seu Desejo?", com uma proposta e temática diferentes do que se vê no evento. A seguir, a nova versão de "Ecos Comportamentais" (espetáculo que se destacou no festival de 2008), novamente com Filipe Xagas e Ramona Rodrigues, mostrando uma pequena alteração do texto, mantendo a proposta do original.

Pouco depois, a megera volta para se vingar em "A Reunião Secreta 2 - O Retorno de Áquila", continuação da empreitada de suspense que o grupo apresentou há um ano.

"Depois de tanta aflição, o público poderá relaxar com a reapresentação de ‘Mulheres Desesperadas', que fez sucesso dentro e fora do colégio, arrancando gargalhadas e recebendo muitos aplausos também no Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva), em maio deste ano", conta.

Para encerrar, a continuação do Grupo do Apê em "Apenas Comentando Mais", com Léo José novamente como a cômica Catarina, acompanhado pelos atores André Fonseca e Will Mendes. "Agora, a personagem terá que enfrentar a tão mal falada sogra, propondo um ‘duelo' sem fim de engraçadas discussões", adianta Hallvys.

"Conheci alguns integrantes do Grupo Phoenix este ano. São pessoas que têm uma proposta de trabalho diferente da nossa, então achei de bom tom mostrar isso, abrir esse espaço, convidando-os. Quanto às reprises e continuações, encontramos o ponto que fez o Estudarte crescer, personagens e textos que marcaram a mudança do grupo de forma importante. Os textos estão mais consistentes em suas continuações, e fizemos também algumas alterações nas que já são conhecidas do público", comenta.

Participe você também!


A programação do festival

* Dia 12 (sábado)

Pobre, Pobre Palhaço (Convidado - Grupo Expressar-T).
Direção: Tiago Rezeck.
Elenco: Rodrigo do Val e Tiago Rezeck.
Som: Giovana Damaceno.

As Meninas da Rua do Medo (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Daniella Linhares, Isabour Estevão e Luana Silva.

Sessão Feminina (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Bianca Araújo, Maíra Pimentel, Natasha Ribeiro, Thalita Fontes e Thalita Freitas.

Dez Coisas Que os Homens Odeiam nas Mulheres (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Gabriel Ribeiro, Leonardo Bicalho e Níckolas Aleksandravícius.

Angelus (Convidado - Albinno Oliveira).
Elenco: Albinno Oliveira

* Dia 13 (domingo)

Magical Dream - Posso Realizar Seu Desejo? (Convidado - Grupo Phoenix).
Direção: Michele Moura.
Elenco: Martina Fantini e Michelle Moura.
Som: Fabrício Lopes.

Ecos Comportamentais (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Filipe Xagas e Ramona Rodrigues.

A Reunião Secreta 2 - O Retorno de Áquila (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Bárbara Domingueti, Marly Ribeiro, Poliana Batista e Thaís Amorim.

Mulheres Desesperadas (Grupo Estudarte).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: Elisangela Alves, Ísis Carvalho, Marcella Amaral e Marciléia Maurício.

Apenas Comentando Mais (Convidado - Grupo do Apê).
Direção: Rodrigo Hallvys.
Elenco: André Fonseca, Léo José e Will Mendes.

Serviço

* VI Festival de Teatro do Colégio Volta Redonda
Dias 12 e 13, às 19 horas, no Colégio Volta Redonda. Entrada franca. Direção geral: Rodrigo Hallvys. Assistentes de direção: Diego Machado e Ramona Rodrigues. Direção de produção: Darilia Oliveira. Som: Diego Machado e PV Martins. Produção: Larissa Ferreira, Paulo Werdan e Vivi Martins.

www.rodrigohallvys.com.br



Jornal A Voz da Cidade - 08/12/2009 - Caderno Mais Voz (págs. 04 e 05)

Vai começar o VI Festival de Teatro do CVR

Franciele Aleixo

O auditório do Colégio Volta Redonda (CVR) se transforma em um grande palco de teatro regional no final de semana, quando será realizado o VI Festival de Teatro do CVR. Durante os dois dias de festival, sábado e domingo, o público poderá dar boas risadas e refletir sobre alguns temas. A entrada é franca e o evento começa a partir das 19 horas.

Cinco espetáculos serão apresentados por dia, sendo seis do grupo Estudarte e outros dos convidados: Expressar-T, Grupo Phoenix, Grupo do Apê e o ator Albinno Oliveira, dando ainda mais brilho ao evento.

Segundo o diretor geral do Estudarte, Rodrigo Hallvys, os espetáculos convidados são uma forma de parceria entre os grupos teatrais. "Há dois anos fazemos eventos trazendo grupos convidados. É nossa forma de divulgar os colegas de trabalho e trazer mais diversidade de propostas para o público que nos acompanha desde a fundação do grupo. São grupos companheiros do Estudarte e nos orgulhamos em te-los ao nosso lado. Que merecem aplausos porque também promovem arte em suas cidades e pelo talento que têm", destacou Rodrigo.

No primeiro dia, abrindo o festival, será apresentada a peça Pobre, Pobre Palhaço, do grupo convidado Expressar-T, sob direção de Tiago Rezeck. O esquete recebeu indicações em mostras de teatro e provou a qualidade de sua idéia.

Logo após, o Estudarte apresenta As Meninas da Rua do Medo, discutindo a falta de segurança e passividade da população quanto à violência. Para fazer rir, o grupo inicia lopo após a apresentação de Sessão Feminina, defendendo as mulheres perante as atitudes dos homens. Em contrapartida, os homens se defendem em Dez Coisas que os Homens Odeiam nas Mulheres, mostrando os defeitos femininos. Alinno Oliveira finaliza o primeiro dia com Angelus, segunda parte de uma trilogia que começou com Purgatório, no festival passado.

Reapresentações e continuações marcam o segundo dia do festival. A abertura será o grupo Phoenix, de Valença, se apresentando no evento pela primeira vez com o esquete Magical Dream - Posso Realizar seu Desejo?. A seguir, a nova versão de Ecos Comportamentais (destaque no festival de 2008), com Filipe Xagas e Ramona Rodrigues mostrando uma pequena alteração do texto, mantendo a proposta do original.

Pouco depois, a grande vilã dá as caras para se vingar em A Reunião Secreta 2 - O Retorno de Áquila, continuação da empreitada de suspense que o grupo trouxe há um ano. Depois, o público poderá rir muito com a reapresentação de Mulheres Desesperadas (famosa sátira do grupo para a novela Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos), que vem trilhando um caminho de sucesso este ano. Para fechar o evento com chave de ouro, o grupo Do Apê traz sua continuação em Apenas Comentando Mais, com Leo José novamente como a cômica Catarina, acompanhado pelos atores André Fonseca e Will Mendes. Agora, a personagem terá que enfrentar a tão mal falada sogra, propondo um "duelo" sem fim de engraçadas discussões.

Para Hallvys, o festival será uma grande mistura de novidades e convidados. "O grupo Do Apê é uma empreitada que tenho em Barra Mansa, que deu certo e que cresceu de uma forma que não esperávamos. Temos química, fazemos tudo em comum acordo e de forma organizada. Os atores facilitam e muito na minha direção, são totalmente disciplinados. Quanto ao grupo Phoenix, conheci alguns integrantes, fizemos algumas pesquisas juntos dentro da faculdade, ficamos amigos e fiz o convite", comenta.


Jornal do Interior - 12/12/2009 - Social com Fábio Soares (pág. 11)

CVR apresenta festival de teatro





Fábio Soares

O grupo Estudarte, do Colégio Volta Redonda, no bairro Aterrado, promove neste final de semana o VI Festival de Teatro do CVR. A história começou em 2003, quando um grupo de jovens montou um trabalho escolar em molde teatral, surgindo assim, o Estudarte. De lá pra cá muita coisa mudou. Um ano após sua fundação, o ator Rodrigo Hallvys assumiu a direção e os rumos foram se alterando, conquistando público e ocupando espaço no circuito regional. O festival terá seis espetáculos do grupo e quatro convidados: Expressar-T, Phoenix, Do Apê e o ator Albinno Oliveira. Serão dois dias, cada um com cinco apresentações consecutivas, que vão de comédias ao drama e mostra as várias faces do teatro regional. O primeiro dia será de peças novas, e o segundo de continuações e reapresentações de sucessos do Estudarte. E entrada é franca e os espetáculos começam às 19h, no auditório do colégio. Informações pelo telefone (24) 9829-7121 ou pelo site www.rodrigohallvys.com.br

Jornal A Voz da Cidade - 15/12/2009 - Caderno Mais Voz (pág. 08)

Superação
O teatro e suas emoções



Franciele Aleixo

Por trás das cortinas emoção, superação, vontade. Na frente dela, profissionalismo, concentração e perseverança. Assim começou o VI Festival de Teatro do Colégio Volta Redonda, sob a direção de Rodrigo Hallvys. Durante dois dias, sábado e domingo, dez espetáculos foram exibidos, levando reflexões e gargalhadas a quem esteve presente no auditório.

Superação. Essa foi a palavra chave do festival deste ano. Segundo o diretor geral, Rodrigo Hallvys, as expectativas eram ligadas à apreensão por conta do ano difícil para o grupo. "Minha agenda ficou mais turbulenta no segundo semestre. Comecei a ter dificuldade para manter tudo em andamento por excesso de compromissos. Sempre dividimos os elencos para preparar os espetáculos, vários fatores aparecem e isso também agita muito", apontou Rodrigo. Ele citou que além desses fatores existiu a falta de dinheiro. "Foi difícil fazer um festival com tão pouco dinheiro e minha saúde não colaborou em nada. Foi a primeira vez que fiz um festival com estafa. Minha resposta quanto ao que significa esse festival para mim é superação!", destaca o diretor.

A tensão também estava solta em cena. "Nos superamos, nos propusemos e nos organizamos da forma que as coisas foram nos possibilitando. As cenas mais complicadas eram as de tensão. Fizemos uma cena comd uas personagens brigando e acabam se matando. Para fazer cena de morte com naturalismo leva-se tempo, porque se precisa ter o cuidado de não ficar over ou superficial demais", ressalta Hallvys.

No primeiro dia foi apresentada a peça Pobre, Pobre Palhaço, do grupo convidado Expressar-T, sob a direção de Tiago Rezeck. O esquete recebeu indicações em mostra de teatro e provou a qualidade de sua ideia. Logo após, o Estudarte apresentou As Meninas da Rua do Medo, discutindo a falta de segurança e passividade da população quanto à violência. Para fazer rir, a cômica Sessão Feminina, onde manequins de uma vitrine, em uma mistura de personagens, defendem as mulheres perante as atitudes dos homens. Em resposta, o sexo masculino se defendeu em Dez Coisas que os Homens Odeiam nas Mulheres, mostrando os defeitos femininos, como a dificuldade de ficar em silencio e a facilidade para começar uma discussão. Já Albinno Oliveira finalizou o primeiro dia com Angelus, segunda parte de uma trilogia que começou com Purgatório, no festival passado.

Já o segundo dia, domingo, foi marcado por reapresentações e continuações. A abertura com Será que ele é? levou a plateia ao êxtase com o teste sobre gays. A nova versão de Ecos Comportamentais (destaque do festival de 2008), ainda com Filipe Xagas e Ramona Rodrigues, levou à reflexão sobre neurose e psicose. Medo e tensão foram os ingredientes principais de A Reunião Secreta 2 - O Retorno de Áquila, continuação da empreitada de suspense que o grupo trouxe há um ano.

Risos e gargalhadas na sátira Mulheres Desesperadas, onde o público pôde rire muito, a peça empolgou e fez o público chorar de rir. Para fechar o evento com chave de ouro, o grupo Do Apê trouxe sua continuação com Apenas Comentando Mais, com Léo José novamente como a cômica Catarina, acompanhado pelos atores And´re Fonseca e Will Mendes. Catarina fala tudo o que lhe vem à mente, mas quando sua sogra aparece a situação piora ainda mais.

Fecham-se as cortinas, apagam-se as luzes. Agora começam os preparativos para o próximo festival.


Jornal do Interior - 19/12/2009 - Social com Fábio Soares (pág. 09)

Sétima arte


Jornal A Voz da Cidade - 30/12/2009 - Caderno A Voz da Educação (pág. 04)

A arte teatral na escola
Rodrigo Hallvys fala sobre o curso de teatro implantado no Colégio Volta Redonda


Ramona Rodrigues, Rodrigo Hallvys e Níckolas Aleksandravicius


Tânia Cruz

Com a garantia de que a arte nos leva a estudar sobre tudo e que o conhecimento não ocupa espaço, o professor, ator e diretor de teatro Rodrigo Hallvys decidiu inovar deixando por algumas horas a sala de aula para ocupar espaço no auditório do colégio para mostrar o outro lado do estudante. Para Hallvys, diretor geral do grupo de teatro Estudarte e dono do curso de interpretação instalado nas dependências do Colégio Volta Redonda, no Aterrado, não dá para deixar de estudar. Segundo ele, durante todos os esses anos à frente da trupe, o conhecimento foi se lapidando conforme a aprendizagem foi acontecendo.

De acordo com Hallvys, mesmo com o trabalho que já desenvolvia em prática teatral e pesquisa teórica, a faculdade lhe trouxe uma gama crítica muito grande. Em alguns momentos, de acordo com ele, percebeu que antes teve momentos de teatro apenas intuitivo e que realmente não podia continuar assim. Por isso, resolveu então modificar tudo que diagnosticou que precisava de melhorias no seu trabalho. "Precisamos sempre reavaliar nossas metodologias", diz.

Ainda de acordo com o professor e diretor, essa vontade de aprender e estudar mais acabou dando bons frutos nos seus alunos, integrantes do Estudarte. Prova disso está no crescimento que vem acontecendo nos festivais de teatro produzidos pelo grupo em todo mês de dezembro, desde 2004. Para ele, a arte também tem sua ciência. Ele fez questão de lembrar que o ser humano só consegue ser criativo se ele buscar pelo lado artístico dentro dele, se não for assim ele passa apneas a produzir como máquina. Garantiu ainda que ninguém trabalha de forma positiva e produtiva se não for por estímulo. Ou seja, precisa-se de arte. "Não é simplesmente largar o mundo inteiro para pintar um quadro, apresentar peça ou cantar e dançar. Mas sim estudar, perceber e transformar seu desenvolvimento em ofício. Assim torna-se empreendedor", explica. "Tanto que só tivemos acesso há muitos dados na história das civilizações através da arte. Também aconselharia todos os educadores a se manterem estudantes nas áreas que gostam ou exercem", completa.

O ARTE-EDUCADOR

O professor e diretor garantiu ainda que descobriu que usar o teatro apenas como ferramenta pedagógica pode, muitas vezes, acabar não trabalhando o ser humano como um todo e talvez até desvalorize o que realmente é arte em alguns momentos. "Comecei a ler muita coisa sobre efeitos da arte e percebi que usá-la apenas para trabalhar alguns aspectos dos alunos serão apenas algumas coisas desenvolvidas. Atentei para isso porque muitos professores de arte acabam sendo obrigados a fazer algo que não é exatamente arte", declara.

De acordo com o diretor, ele não defende isso para todo mundo ser artista, mas sim, porque às vezes ele vê pessoas distorcendo o significado da arte por falta de entender exatamente o que esta significa. Do mesmo jeito que a Biologia não é ensinada para fazer todas as pessoas se tornarem doutores em saúde ou algo relacionado, não se ensina teatro para fazer todo mundo se tornar artista. Porém, como todas as disciplinas precisam de contéudo, é necessário ter atenção no teatro também, para evitar equívocos por falta de domínio da arte. "É por isso que já estou programando o que vou fazer em pós-gradução logo depois de concluir a faculdade, em 2010", conta.

OS ALUNOS-ATORES

Outra prova do que Rodrigo Hallvys aborda é a também acadêmica de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ramona Rodrigues. Considerada a melhor atriz do grupo, com grande desempenho artístico, ela entrou para o curso por questões de timidez em 2005. "Eu estudava com o Marcos Antonio, que fazia parte do grupo. Ele me convidou para assistir uma peça do Estudarte. Assisti e amei. Como eu sempre fui tímida, resolvi entrar e estou amando teatro até hoje", conta, lembrando que a comunicação foi um dos pontos que a ajudou. "Eu era limitada para conseguir conversar com as pessoas e expor minhas ideias. Não conseguia seguir. Aprendi a superar. Aprendi como a disciplina, o conhecimento e a organização constroem um bom ator e também um bom profissional em qualquer área. Porque sempre teremos de lidar com o ser humano. Cresci como pessoa e como profissional", completa a universitária e atriz.

Ramona confessa que hoje vê a arte de outra maneira, independente da profissão que a pessoa seguir e que depois de tanto trabalho vê os integrantes se superando e elogia o diretor. "Rodrigo é mais do que amigo. Ele nos educa e forma como se fosse nosso pai. Passa conhecimento, nos forma e informa. Sabe fazer críticas construtivas e nos faz entender sobre as mesmas, como um profissional pode ser e contribuir com a sociedade e nos faz ter autoconhecimento de nossas vidas", revela, ressaltando que Hallvys os ensina a ser humildes e abertos para aprender.

Outro destaque do grupo é o estudante Níckolas Aleksandravícius, que entrou para o curso este ano e mesmo com pouco tempo de trabalho e estudo em teatro faz coro à amiga. "Eu tinha necessidade de me socializar mais e com outras filosofias de vida. Já tinha vontade de fazer teatro e o Rodrigo fez o convite para me auxiliar. Isso vem me ajudando a conversar melhor e fazer teatro é um prazer que não tem tamanho. Aprendi sobre a importância da arte na vida e na história da sociedade", diz, garantindo ainda que ter começado a fazer teatro o fez ver um mundo que não conehcia e que arte não é fácil, precisa-se estudar de tudo e elogia a metodologia do professor. "Ele é transparente e não dá respostas prontas, nos faz entender o que ele quer mostrar e tem um conhecimento muito grande em arte porque estuda e faz o que ama. Com isso passei a observar mais as coisas, a me concentrar no que estou fazendo, controlar a ansiedade e estou feliz por esse festival ter acontecido, porque foi difícil fazê-lo e a determinação o fez", frisa.